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Referências históricas do papel feito à mão,
papel artesanal, papel de barba ou rebarba, papel verdadeiro
ou handmade paper.
A invenção do papel constitui um dos capítulos
mais importantes da história da comunicação.
Antes do papel, vários suportes cumpriram a função
do registro da escrita, da história, da expressão
das idéias: a pedra, o barro, a madeira, o bambu, os metais;
as folhas e as cascas das árvores; os dentes, os ossos
e as peles de animais; as conchas e vários tipos de tecidos.
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O papel propriamente dito, o verdadeiro, surgiu na China em
105 d.C., sendo Ts’ai Lun, um oficial da Corte Imperial
Chinesa, considerado como seu inventor, deificado pelos chineses
como deus dos fabricantes de papel. Mesmo que a documentação
histórica tenha provado que o princípio da fabricação
do papel com polpa de refugos de seda já era conhecido
no primeiro século antes de nossa era, todos afirmam que
Ts’ai Lun aperfeiçoou e o popularizou.
Lenda
da criação
do papel
Uma divindade, na forma de uma bela jovem, aproximou-se
do córrego e com
parte do seu quimono estendido sobre uma vara de bambu, mergulhou-o nas águas
puras e límpidas, agitando para formar uma folha de papel e então
falou aos aldeões surpresos desta visão:
- O solo deste ducado é pobre e lhe falta fertilidade, mas a água é pura
e límpida. Por isso vos ensinarei a fazer papel para que possam viver
deste ofício. |
Empregavam desde refugos de seda, rede de pesca usada, cânhamo,
bambu, algodão (origem da expressão “charta
cottonea”), ou cascas de amoreira, sendo o papel obtido
por estas fibras conhecidas por “papel-da-China”.
“ A
produção do verdadeiro papel era uma
seqüência complexa de operações delineadas
para transformar em folhas uma variedade de matérias-primas.
Estas eram batidas na água, para separar suas fibras,
resultando numa polpa bastante diluída que era apanhada
numa forma semelhante a uma peneira. A medida que se erguia a
forma, a água escoava, deixando uma camada de fibras.
Esta camada era retirada da forma e posta para secar e tornava-se
folha de papel. Fazia-se então, o acabamento de acordo
com a finalidade a que se destinava”. Ursula Katzenstein – A
História do Livro.
Em termos gerais este processo, de molhar
as fibras vegetais, socar e secar para formar uma trama vegetal
aleatória
e plana, leve e flexível, permaneceu inalterado até os
dias de hoje, como no MOINHO DA TERRA do Presídio Masculino
de Florianópolis – SC, salientando-se:

As matérias primas usadas na polpa foram adaptadas ao
que o meio-ambiente local oferece no seu descarte;
O aproveitamento dos “papéis velhos”, usados nos escritórios
formou a base de novos papéis;
Os instrumentos sofreram algumas evoluções, resultando em mudanças
de manufatura, principalmente em consideração ao espaço
físico extremamente reduzido ao se considerar um presídio.

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